sábado, 4 de novembro de 2017

Síndrome da “Consciência Tranquila”

Imagem MOBILIZAÇÃO INDÍGENA da Mobilização Nacional Indígena
Até quando vamos ficar apenas confirmando os resultados do golpe e bradando aos quatro ventos virtuais as desgraças que se abateram e se abatem sobre nós e o nosso país?

A internet, em especial, as redes sociais tem contribuído muito para a transmissão de conteúdos e informações que as emissoras dominantes negam à grande maioria da população. Importante demais as mídias alternativas.

É visível que as grandes mídias não só omitem algumas informações, como também são hábeis em destorcer os acontecimentos políticos e econômicos para que aquele exército de pessoas/cativas reproduzam o mesmo discurso, o discurso fácil do senso comum, monossilábico e raso. Fazendo com que milhões de pessoas acreditem numa ilusão, em blefes jornalísticos, a “esperança” de uma suposta melhoria que na verdade vai destruir seus direitos e garantias fundamentais de cidadania e de trabalhador. Esse golpe, além de tudo, veio para nos roubar aquilo que é mais precioso: a cidadania.

Voltando às redes sociais, ao mesmo tempo em que possibilita a comunicação ampla em diferentes pontos e níveis do território nacional e internacional, levando a informação/versão sobre os acontecimentos que precisam fazer um contraponto a versão oficial. Também parece acomodar as pessoas/internautas que buscam a internet para se informar. No entanto, o número de pessoas que procuram por informação ainda é pequeno diante do volume de acessos e a infinidade de jogos, grupos que fazem parte da categoria do entretenimento. 

As redes sociais são espaços utilizados, em sua grande maioria, apenas para a diversão. De acomodar suas angustias, de falar sobre si, amigos e família e de se sentir “fora” do que está acontecendo no mundo real; no caso de emitir opinião se sente conformada e tranquila com seu protesto virtual, acreditando que já fez a sua parte.

As redes sociais podem dar uma falsa consciência de que, as pessoas que ali fazem seus protestos (no ambiente virtual) por um país melhor, sentem-se, de certa forma, com o “dever cumprido” no que diz respeito a sua participação na luta contra toda essa roubalheira e perversão jurídica dos golpistas.

Apenas expressando na grande rede o seu descontentamento, a sua indignação, mas, logo depois voltando às suas atividades normais, dando prosseguimento a uma suposta normalidade que já não existe mais. Ajudando assim a passar uma atmosfera "normal" para um caos que destroem as bases da sociedade brasileira e que tem consequências inimagináveis. Até quando ficar só falando?

Não basta só protestar nas redes sociais. Eles estão saqueando o país, estão roubando o futuro de todos nós, estão matando pessoas, mas... parece que a grande maioria das pessoas que usam as redes  sociais com o foco na “diversão” estão dispostas a perderem TUDO,  e depois ainda vão atrás de “culpados”. Quando na verdade é ela mesma a culpada pela inércia, por se omitir à luta na defesa do nosso país, do nosso futuro.

A Comunidade Indígena, mesmo sem as redes sociais, estão organizadas permanentemente, assim como o Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST). E nós, onde está a nossa reação?!

GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO – OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS DO PODER EM BRASÍLIA e em todos os Estados e Municípios da Federação. O Brasil para os brasileiros.

Agora é hora de LUTAR ou então descansemos depois, nos calabouços dos golpistas. Presos pelos criminosos (quiçá mortos).



Somente o enfrentamento nos libertará.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A raiz do golpe


Estamos falando #NãoVaiTerGolpe há quase dois anos. E falando #ForaTemer há mais de um ano. Mas o golpe não só foi implantado, como já está sendo posto em prática nas suas políticas neoliberais devastadoras para os trabalhadores e a riqueza nacional. Tudo com o aval da quadrilha que se fez revelar integrada em um grande acordo nacional.

Não recuaram um passo. Não desfizeram nenhum dos atentados a Constituição, ao contrário, vem a cada dia expandindo sua rede de maldades, aprofundando o golpe contra as políticas sociais e aumentando a exploração sobre a classe trabalhadora.

Então é hora de mudar o método. As grandes manifestações tem o problema de serem dispendiosas para o trabalhador e inofensivo aos objetivos dos golpistas. O fôlego da ‘sanguessuga’ é econômico, não dá pra "fazer de conta" o mercado precisa sentir que vai perder.

As manifestações, como os atos políticos, são muito importantes. Eles tem um papel decisivo na pressão política aos parlamentares e ao executivo que arrendou o Brasil em parcelas milionárias ao parlamento 70% corrupto. No entanto, falta ainda, o judiciário. Esse não sente nem cosca nos seus poderes com esse tipo de manifestação com data marcada pra começar e acabar. Nem faz frente também às estruturas do mercado nacional/internacional (mercado financeiro). NUNCA um presidente foi tão exposto como autor de crimes hediondos contra o Bem Público e a Economia do país e NADA acontece, ele continua “presidente” do Brasil.

Precisamos parar indefinidamente. Parar, não porque é de acordo ou contra determinada tendência política, mas por ser brasileiro e querer o melhor para o país, para o nosso povo e para si mesmo. Parar para defender os valores do trabalho e dos trabalhadores, os valores de cada homem e mulher para um Brasil unido na nossa diversidade cultural.

Precisamos ter consciência de que somos nós que geramos essa riqueza que movimenta o grande capital nacional. Precisamos parar e questionar o "patrão" se ele é capaz de executar a tarefa de, sozinho, girar a grande roda da economia nacional? Impossível.

Impossível sem o trabalho do povo, impossível sem a solidez de direitos, sem o bem-estar social para fornecer os meios necessários de se viver com um pouco além do "dever cumprido" imposto pelo sistema. Não existe revolução com hora marcada! É uma explosão de povo:

Independência ou morte!